Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cinema. Mostrar todas as mensagens

Mas alguém foi?


This boy and this girl were never properly introduced to the world we live in...
They live by night  - Nicholas Ray - 1948

Rabo de Peixe


Hoje fui a rabo de peixe filmar rabo-peixenses e foi lá que descobri as pessoas mais simpáticas e dedicadas do mundo inteiro. Se virem jogos de futebol no campo de Rabo de Peixe, reparem nos apanha-bolas. Têm coletes que dizem "Wembley Stadium", porque foi o Burrica que os trouxe de lá quando viveu em Inglaterra, durante quatro anos. Ele não os comprou, mas ofereceu-os todos :)

The Kiss

Este foi o primeiro beijo da história do cinema.
Apareceu nos kinetoscópios e passou despercebido. Mas quando foi projectado em grande ecran, 3x maior que o tamanho real e 3x repetido, todos ficaram muito chocados e horrorizados.

Critic Herbert Stone complained, " . . . neither participant is physically attractive and the spectacle of their prolonged pasturing on each other's lips was hard to beat when only life size. Magnified to gargantuan proportions and repeated three times over is absolutely disgusting!"

Tradição? Folclore!





Fui ver ao cinema um filme que se chama "O primeiro choro". Uma viagem à volta do mundo num dia de eclipse, a ver como as mulheres dão à luz. Apesar de algum gosto duvidoso presente no filme, até era um filme interessante. Mais pelo que dava a conhecer do que pela forma como estava feito.

Uma das conversas recorrentes entre as mães civilizadas do filme era que era necessário parir de forma tradicional. Que desde sempre as mulheres tiveram filhos, que elas foram feitas para isso, que os hospitais são sítios horríveis e frios para se vir ao mundo neles et tout ça.

hmm mmm... ok. Quando as mulheres tinham os filhos da forma "tradicional" e morriam às dezenas e perdiam filhos e etc, descobriram uma forma de fazer nascer pessoas em que se diminuia imenso o risco de alguém morrer e andaram a fazer campanha a todas as mulheres para irem ter os filhos ao hospital.

É a história da esterilização. Quando a humanidade era muito porquinha e morriam milhares de pessoas devido à falta de higiene, inventou-se a estirilização. E hoje em dia advertem-se as pessoas que demasiada estirilização pode dar origem a alergias, entre outros males lixados.

Pffu... a humanidade porta-se sempre mal, é o que é. Ora não se lava ora desperdiça água...

E pronto, grávidas, vamos lá voltar à tradição tradicional ancestral das nossas antepassadas mulheres parideiras! Mas a qual tradição, pergunto eu!!?? À da minha avó? À da minha bisavó? À da minha minha tetravó? À da minha tataritotelavó? À da macaca primordial? À da Eva?? Se julgam que a tradição é uma coisa estanque e acabada que resolve tudo em si, não julguem. Tudo se altera, tudo se alterou ao longos dos tempos e dos lugares.

Entre nós, a tradição resultou nas maternidades (o tempo de hoje é sempre resultado do tempo de ontem), e pelos vistos agora está a mudar para uma coisa mais caseira e íntima, menos rígida e mais ao gosto da mulher actual. É UMA COISA ACTUAL e não tradicional. Até porque tradicional não quer dizer nada... é como as danças dos ranchos folclóricos. São tradicionais? Não. São inspiradas numas coisas que houve durante uns tempos lá nuns sítios. Com umas roupas lavadinhas e engomadinhas e de lindas cores artificiais que nunca houve umas assim antes de hoje! No fundo são coisas de agora e pronto.

responsabilidade


o cinema ensinou muita coisa boa
a beijar, por exemplo.
mas também ensinou muita coisa má
a fumar por exemplo.


vantagens que o cinema trouxe até nós
conhecemos muitas

eis algumas coisas para as quais o cinema contribuiu e que seria bom que o cinema moderno tentasse inverter:

  • o apreço pela espuma, coisa que nada lava e tudo polui
  • o apreço pela decoração, que é uma coisa que fica bem nos filmes mas mal na casa das pessoas. uma casa decorada significa pouca vivência dela e muito dinheiro e tempo gasto apenas em aparências. e já se sabe que aparências não garantem felicidade. alguém tem que mostrar isto às pessoas. as novelas fazem-no pela negativa, o cinema devia fazer pela positiva.
  • o apreço pelas pessoas bonitas. quem já decidiu passar o resto dos dias ao lado de uma pessoa bonita sabe do que estou a falar. e os outros também sabem do que estou a falar. por isso se todos sabemos do que estamos a falar......

no fundo só se trata do cinema mudar a sua atitude no que respeita às aparências, já que o cinema é ele próprio uma aparência em si mesmo. fiquemo-nos por essa, e usemo-la, porque nós sabemos que as aparências impressionam. Oh se...

Match me if you can














1.How much can you know about yourself if you've never been in a fight?
2.There are no little secrets.
3.Everyone wants to be found.
4.71% of the Earth's surface is covered by water. That's a lot of space to find one fish.
5.Part of every woman is a mother/actress/saint/sinner. And part of every man is a woman.
6.Here comes the bride.
7.A woman's heart is a deep ocean of secrets.
8.One person can change your life forever.
9.Whoever saves one life, saves the world entire.
10.The tunnel led Chihiro to a mysterious town
----------------------------------------------------
a.Schindler's list
b.Lost in translation
c.Fight Club
d.A viagem de Chihiro
e.O fabuloso destino de Amélie Poulin
d.Kill Bill
e.Match Point
f.Titanic
g.Todo sobre mi madre
h.Finding nemo

sombra eléctrica




dian - ying
eléctrico - sombra

é como se diz filme em chinês

sobre fazer cinema


Não quero para aqui dar lições sobre fazer cinema, porque em primeiro lugar não o sei e em segundo lugar se o soubesse não sabia como o ensinar e em terceiro lugar mesmo que até isso conseguisse o mais provável é que ninguém aprendesse. Não por algum de nós ser burro, mas porque as coisas boas raramente são passíveis de ser ensinadas. Por isso queria só lembrar uma coisa, pois estou certa quem quem se lembrar sempre daquilo que eu vou aqui dizer já se sentirá mais amparado nas suas escolhas...

O cinema é ter numa sala um grupo de pessoas - e ainda que seja só uma - sentadas em cadeiras, na escuridão, com todos os seus sentidos postos no filme. Não, o cinema não é design, que encaminha as atenções das pessoas para coisas mais ou menos úteis, nem fotografia impressa numa revista, nem quadro que se veja em pé numa exposição mal iluminada, nem livro que se leia na diagonal, ou desfolhando rapidamente as páginas entre os dedos. O cinema também não é filme que se veja na televisão, entre uma lata de coca-cola, um xixi e um telefonema. O cinema também não é um DVD que se compre ou se alugue e se tenha problemas com o menu, ou com as colunas, ou com a TV ou com o formato...

O cinema é ter a gente por algum tempo, totalmente entregue ao teu filme.

do privilégio de ver


Já falei aqui uma vez sobre a televisão e a realidade. De se poder ver coisas na televisão que não se podem ver na realidade, mesmo que se esteja ao pé delas. VER é um privilégio.

Desde há muito tempo que os castelos são construídos nos altos dos sítios. E, mesmo agora que perderam a sua função protectora, as pessoas vão lá acima para VER os arredores. E sobem a torres e compram casas com vista para aqui e para ali. O tamanho das janelas mostra a diferença entre um prédio de habitação social e de um de luxo.

Os bilhetes no teatro, futebol e outros espectáculos são, claro tanto mais baratos quanto pior se vê. E etecetera.

Assim era até aparecer o cinema e a televisão. Em que tudo é mostrado a toda a gente, do mesmo ponto de vista. Aliás: do MELHOR ponto de vista. O da câmara. E então as pessoas passaram a ver tudo: as emoções das princesas em grande plano, vistas de satélite, pisaram a Lua, desceram aos Oceanos, foram ao antigo Egipto, afundaram-se com o Titanic, viram mil maneiras de fazer amor, aprenderam a fumar e a beijar e tantas outras coisas.

Uma pessoa fica de tal forma habituada a essa democracia que não percebe como é que é possível só haver um Palácio da Pena. Ainda há muitas coisas que não podemos ver, nem mesmo num ecran. Com um ecran não se pode viver no Palácio da Pena, e é bem capaz de ser o melhor sítio do mundo para se estar. Com um ecran não veríamos a vista que se terá de lá.

Nada está democratizado, embora a câmara de filmar às vezes dê essa impressão. Mas não é mau. Afinal quase podemos ser todos um bocadinho kings of the world. Pelo menos podemos imaginar melhor como seria.

EM REDONDO!

Domingo 24 de Junho
no Centro Cultural do Redondo!
vinde... aos magotes!!

Marôvas


A rodagem já foi.
Melhor era impossível.
O ti Zé Marôvas é o melhor.

a história foi desmistificada e contada como sendo verdadeira.
(ver comentários ao post Nesta Esquina)

Arquitectos de casamentos


O primeiro plano do "querido Carlos Alberto" é de uma pequena noiva com um fundo feito pelo Calatrava (Estação do Oriente).

Em Valência, onde o Carlos Alberto foi este fim de semana, há montões de noivas a sério a serem fotografadas na Cidade das Artes e das Ciências, do Calatrava.

Há os fotógrafos de casamentos.
Podia haver mais arquitectos de casamentos.

Nesta esquina


Na estrada que liga Lisboa a Espanha, há uma loja pequenina.
Poucos passam na estrada sem a ver.
Poucos que passam por ela entram lá dentro.
Mas só um fica para ver os outros passar:
o Sr. José Marôvas, que é o dono da loja.
E nós vamos fazer um filme sobre isso.

Filmar é Aspirar


uma câmara é um aspirador de imagens.
um aspirador é uma câmara de armazenar pó.

Que farei eu com esta fita?


Edison e Eastman com a câmara e a película, ambas de 35 mm.

O jogo de futebol, esse filme.

Até no tempo que duram, são parecidos. Um jogo de futebol e um filme são ambos entretenimento e uma hora e meia de entretenimento é bom para o ser humano. Menos que isso sabe a pouco, mais que isso cansa.

Nunca podemos esquecer que o ser humano tem caprichos e limites e que tudo o que é humano é feito à escala humana. Por isso é que filmes como “Drawing Restraint 9” são tão insuportáveis porque exigem o inumano de nós. Para fazer um filme temos que entender o que é um filme. E é um bocado de tempo que alguém se dispõe a passar em frente a um ecrã para viver sentimentos e emoções. Não existem muitas formas de viver sentimentos sem ser da mesma forma que os vivemos na vida real: com história. As histórias são quase sempre vividas da mesma forma: “Eu e o que eu consigo ser no mundo”. Os melhores filmes têm o herói com o qual nos identificamos, o qual somos. Os melhores jogos são os que têm a nossa equipa, a equipa que somos nós.

A gestão da atenção e das energia, o que faz o ritmo de um filme um bom ritmo é das tarefas mais sensíveis no processo de fazer um filme. É também o que nos faz ficar contentes com um jogo de futebol. A receita base não é complicada, utilizamo-la para tudo, até no sexo. Se começarmos de forma branda e formos aquecendo gradualmente até um ponto máximo (clímax) e nos despedirmos de forma grandiosa está o sucesso garantido. Mas isto é só a base, as variações no interior da base são múltiplas, é só preciso criatividade e sensibilidade.

Grandes histórias são as que nos deixam impacientes por saber o final e isso só pode acontecer enquanto ainda esperamos que no final pode acontecer qualquer coisa e só há uma coisa que nós queremos. E essa coisa é sempre ganhar. No futebol isso é mais óbvio, mas mesmo nos filmes não deixa de ser verdade, ainda que às vezes para ganhar mais seja preciso perder. O Romeu e a Julieta ganham muito mais morrendo do que ganhariam ficando juntos e vivos. Por isso é que os grandes jogos de futebol não são aqueles em que a nossa equipa é esmagadoramente vitoriosa do princípio ao fim do jogo, mas antes aqueles em que temos que lutar sempre até ao fim. Esses vale sempre a pena ver, de olhos colados no ecran.

As pessoas não vêm tanto futebol quanto vêm filmes? Quando vêem filmes, as pessoas já sabem que “aquilo é tudo mentira”. Mas no futebol, que não é menos mentiroso que o cinema, ainda há muito quem acredite. E isso é tão poético, que me comove. Gostava muito que se vissem filme com tanta emoção com que se vê o futebol. Eu vejo filmes com muito mais emoção que jogos de futebol, mas nunca saltei a gritar dentro de um cinema. Porque apesar de tudo, há sempre coisas mais fortes que nós, na vida. J Ganhar-lhes seria um jogo, um filme.

Esperemos que este filme em episódios do mundial acabe bem.

1ª imagem: Esmeralda e a bola da Esperança
2ª imagem: Deco e Javad Nekounam (Irão) e a bola TeamgeistTM.

A Esmeralda e o Carlos







Não sei como se publicitam coisas. Por isso é que não vêm muitas pessoas a este blog. Mas para quem vem ficam aqui as primeiras imagens "públicas" do filme que quase de certeza se vai chamar "Carlos Alberto", mas pode muito bem vir a chamar-se qualquer outra coisa.




Como é que se escolhem as imagens para serem as primeiras aparições públicas de em filme que só tem 19.500 imagens no total? (13min. vezes 25 img/seg). As longas metragens costumam
ter cerca de 180.000 imagens no total.

As imagens mais bonitas devem ser guardadas para quem vê o filme? Mas tinha que escolher umas suficientemente boas para vos fazer querer ver o filme.

Não quero dar uma ideia errada do filme, por isso tenho que escolher "stills" que mostrem de que se trata, mas que também não sejam demasiadamente reveladores!

Há planos gerais que podiam servir, mas estes stills que aqui vos trago são de tão má qualidade que não aguentem mais que o tamanho mínimo e então tudo o que havia nos planos gerais iria ficar mesmo assim minúsculo e não se via nada.

Por isso são estas as imagens escolhidas. Por agora.