
Sei quando as pessoas querem alguma coisa
Hei-de estar mais atenta

Sei quando as pessoas querem alguma coisa
Se o povo não se revolta é porque não está revoltado.Se o povo não está revoltado é porque não está descontente.Não é bom sinal o povo não estar descontente?Para os comunistas não. Para os comunistas, um povo que não se revolta é um povo oprimido (na melhor das hipóteses), ou estúpido (e esta ainda não é a pior hipótese).Para os comunistas a revolução parece ser o fim em si mesmo. Nas suas cabeças pintam a tinta vermelha eternos cenários de gritaria e punhos estendidos, estandartes, canções, marchas e megafones. O pós-revolução será sempre, para um revolucionário, uma desilusão. Seja qual for o resultado que ela origine, será um resultado pós-coital de sabor amargo.
E o único refúgio é continuar a pensar naquela profetizada revolução, a única, a verdadeira, a libertadora. E até lá (até à morte) é ir dando o gosto ao dedo fazendo umas greves sindicais, cujos manifestantes foram levados de autocarro até Lisboa e que no mesmo dia voltam de autocarro para as suas casinhas. Porque ela foi profetizada, ela foi profetizada... a luta continua, o sonho continua...
Para os judeus sempre houve a profecia do Messias, o salvador. Quando Jesus apareceu, houve quem achasse que era ele e outros que preferiram continuar a sonhar. Os primeiros passaram a ser cristãos, os outros continuaram a ser judeus. A quantidade de sangue que jorrou dessa divergência deixa qualquer um sem palavras. Já viram a força que tem um sonho? E todas as cabeças têm os seus.
Pela sua potência, os sonhos deviam ser sonhados mas pouco alardeados. São preciosos, a vida vive deles... mas eles não são nem podem ser a vida.As alterações sociais (e quaisquer outras alterações) que se produzem ao ritmo e ao som do cantar dos pássaros são bem mais seguras e aconchegantes do que as que são feitas a som e ritmo de megafone. Mas este é o meu sonho e talvez eu devesse calá-lo.
e disso ninguém tem dúvidas
aliás, qualquer coisa com mais de um mês, por se começar a diluir na memória, torna-se rápidamente controverso e motivo de discórdias. e não estou a ter em conta os historiadores (escritores da história) terem já a memória toda baralhada pelos cabelos brancos - infelizmente a história não é escrita pelas crianças, nem pelos leões
porque é que todos recordamos os mesmos personagens do passado?
porque é que há apenas duas visões? os bons e os maus, os maus e os bons?
para mim a culpa é dos livros
porque o que é lido é tido como certo, e o que é decorado (como todos o fizémos por disciplina em história) é tido como sabido
Venho por este meio propor que a História seja escrita por imagens
filmadas ou desenhadas, fotografadas ou recortadas
havendo várias visões, haverá uma realidade!
talvez um pouco cubista...
e por isso a controversia pode finalmente aumentar e tornar-se interessante
Olhem que sabe bem
e mais que bem
encontrar um blog de um amigo
e gostar-se tanto que se vem rever o nosso
para perceber o que é que estava mal
e com a inspiração recebida tentar melhorá-lo!
http://o-calor-e-humano.blogspot.com/
eu devia poder ler uma expressão assim
vinda de todas as pessoas que conheço!
(este vem fresquinho, é de hoje)
e quando o espírito se nos ensombra
ou a raiva cresce sem razão
não há como erguer a vista
e o Pico nos acode em salvação
o lirismo copio-o dos livros
as palavras do viver
mas o que mais me impele nisto tudo
é toda esta beleza que me quer morder"qualidade literária duvidosa mas com conteúdo sentimental aparentemente autêntico"

agora querem alcatifar o mundo de verde?
* mesmo que a viagem seja mais longa ou mais morosa por haver trânsito, como temos coisas com que entreter os olhos e a mente fora das janelas, ela parece sempre mais curta
** trabalho que dá entrar no autocarro: ir até à paragem. esperar, entrar no autocarro e passar o cartão. trabalho que dá entrar no metro : ir até à paragem, descer um lance de escadas, passar o cartão, passar a porta, descer outro lance de escadas, esperar, entrar no metro (isto quando não há mais lances de escadas)
*** não sei a razão disto, mas o certo é que é verdade
isto é uma das muitas questões de economia pessoal com que uma pessoa na cidade se debate
não gosto de dizer mal mas ainda gosto menos destas estações.
Já falei aqui uma vez sobre a televisão e a realidade. De se poder ver coisas na televisão que não se podem ver na realidade, mesmo que se esteja ao pé delas. VER é um privilégio.
Desde há muito tempo que os castelos são construídos nos altos dos sítios. E, mesmo agora que perderam a sua função protectora, as pessoas vão lá acima para VER os arredores. E sobem a torres e compram casas com vista para aqui e para ali. O tamanho das janelas mostra a diferença entre um prédio de habitação social e de um de luxo.
Os bilhetes no teatro, futebol e outros espectáculos são, claro tanto mais baratos quanto pior se vê. E etecetera.
Assim era até aparecer o cinema e a televisão. Em que tudo é mostrado a toda a gente, do mesmo ponto de vista. Aliás: do MELHOR ponto de vista. O da câmara. E então as pessoas passaram a ver tudo: as emoções das princesas em grande plano, vistas de satélite, pisaram a Lua, desceram aos Oceanos, foram ao antigo Egipto, afundaram-se com o Titanic, viram mil maneiras de fazer amor, aprenderam a fumar e a beijar e tantas outras coisas.
Uma pessoa fica de tal forma habituada a essa democracia que não percebe como é que é possível só haver um Palácio da Pena. Ainda há muitas coisas que não podemos ver, nem mesmo num ecran. Com um ecran não se pode viver no Palácio da Pena, e é bem capaz de ser o melhor sítio do mundo para se estar. Com um ecran não veríamos a vista que se terá de lá.
Nada está democratizado, embora a câmara de filmar às vezes dê essa impressão. Mas não é mau. Afinal quase podemos ser todos um bocadinho kings of the world. Pelo menos podemos imaginar melhor como seria.

Se olharmos para nós como um todo, as coisas sentem-se de outra maneira. Falo dos humanos enquanto espécie. Segundo sei, as espécies vivas, ao longo das suas gerações, estão em constante transformação, o que advém, principalmente, do meio ambiente onde estão e da sua forma de viver nele. Só como exemplo: os tibetanos estão mais aptos que nós para viver em altitude – mesmo que vivam ao nível do mar. A vida adapta-se às “contrariedades”, tornando-as banalidades.
Isto vem a propósito de um tema considerado fundamental: a saúde. Porque temos que comer isto e aquilo e fazer tal e coiso, se não…
De certeza que, há 150 mil anos, nenhuma pessoa queria, devia ou precisava de fazer jogging. Mas hoje em dia isso é necessário – é o que se diz. Porque os hábitos mudaram. Mas os hábitos já andam a mudar desde sempre. E isso é que nos tornou nestas criaturas que aqui vemos. A menos que queiramos a todo o custo continuar a ser iguais amanhã ao que somos hoje, não vale a pena preocupar-nos muito, porque o mundo há-de ir dar a algum lado, e não importa muito o que seja. O que se aplica em aqui é: “o que não mata, engorda”.
- trata-se de confiar plenamente na (e deixar o trabalho todo para a) chamada selecção natural -
É claro que isto é num sentido global, porque se quiserem ter as vossas egoïstices e serem super-saudáveis vocês mesmos, egoïstem-se praí, que também é fixe.
Esta placa foi posta na nave Pioneer 10, com uma mensagem desenhada para o caso da nave ser interceptada por extra-terrestres. Contém figuras de seres humanos nus e símbolos que tentam explicar a origem da nave. A nave descolou em 1972, continuou a enviar dados até 2005, nessa data encontrava-se à distância de 89,7 Unidades Astronómicas do Sol. Cada UA corresponde à distância Sol-Terra.
(o que segue é copy paste da wikipedia):
Physical properties:
Material: 6061 T6 gold-anodized aluminum
Width: 229 mm (9 inches)
Height: 152 mm (6 inches)
Thickness: 1.27 mm (0.05 inches)
Mean depth of engraving: 0.381 mm (0.015 inches)
Weight: approx. 0.120 kilograms
os feios procuram a beleza
os belos procuram a bondade
os bons procuram a loucura
os loucos encontram a eternidade

O primeiro plano do "querido Carlos Alberto" é de uma pequena noiva com um fundo feito pelo Calatrava (Estação do Oriente).
Em Valência, onde o Carlos Alberto foi este fim de semana, há montões de noivas a sério a serem fotografadas na Cidade das Artes e das Ciências, do Calatrava.
Há os fotógrafos de casamentos.
Podia haver mais arquitectos de casamentos.
Há uma profissão, a mais antiga do mundo, que é a de fazer rir as pessoas. Abençoada profissão é essa. Não é muito difícil provocar umas gargalhadas, mas não é nada fácil fazer das gargalhadas profissão. Ignorando à partida todos os que vivem de peidos, piadas ordinárias, racistas, machistas, e outras escatologices do género, já não nos sobram muitos humoristas. Se desses retirarmos ainda os que se resumem às piadas faladas ficamos na mão com um reduzidíssimo número de pessoas das melhores que existem no mundo. São os cómicos. Os verdadeiros.
Esses não se servem de esquemas, mas sim do seu sentido de humor. São os primeiros a rir. São de todas as pessoas do mundo, as mais inteligentes. É preciso sê-lo para fazer uma coisa para a qual não há explicação. O que é que faz rir as pessoas? A única resposta a isto é de La Palice: as coisas engraçadas. Ou se é engraçado ou não se é. O que faz com que seja uma profissão assaz complicada. Porque o que é engraçado à hora de almoço já não tem piada à hora de jantar. Tem piada uma vez, duas e depois chega. Todos nós já ouvimos isso quando repetimos um esquema que, normalmente nem sabemos como, funcionou uma vez.
Herman José é o nosso exemplo mais próximo e óbvio. Foi um cómico, hoje é um profissional da TV sem piada nenhuma. O que não lhe tira o mérito pelas gargalhadas de outros tempos - e as de agora quando voltamos a ver algumas das suas coisas. Mas os cómicos não costumam ficar para a história. Os seus feitos são retroactivos. Quem quer saber agora que o não sei quantos fez rir muito em 1487? Óptimo para quem se riu dele e óptimo para ele que fez rir os outros!
Com o aparecimento das imagens gravadas é claro que o caso muda de figura. Porque podemos ver o Buster Keaton e rir com ele. As glórias passadas são glórias eternamente presentes - quando o são, porque muitos cómicos do princípio do cinema não resistiram à passagem do tempo.
O mesmo se passa com outros actores, os das tragédias e dos filmes nem sim nem sopas. Mas o que é interessante é que a comédia é o mais popular dos géneros, o que chama mais gente aos espectáculos (e à tv e ao cinema) e por isso é de todos os géneros, o que mais directamente pode reflectir a vida das pessoas e fazê-las pensar em si próprias. No seu ridículo. Mas de uma forma que não magoa ninguém. Nem deprime. Faz rir. A rir, o mundo pula e avança.
Nestes dias que correm, os cómicos portugueses que vingam são os 4 ali de cima. 4 génios que ficam, pelo menos, para a história da televisão. Por enquanto, assistimos à idade de ouro dos gatos fedorentos. Isto pode continuar ou pode mudar. Mas o que interessa é que o país se ri, pula e avança. Agora, que é sempre a altura em que isso faz mais falta.
Em Janeiro abrirei
o frigorífico
e pensarei:
assim é ser-se humano
tá tanto frio lá fora
e cá dentro gastamos energia
para ter o que há de borla no exterior.
Em Fevereiro
verei as arvorinhas a despontar botõezinhos
e pensarei:
que bonito é começar, sempre começar.
Em Março Marçagão
vai ser o dia da árvore
e eu pensarei:
tantos folhetos e cartazes para salvar árvores
assim as matamos para limpar as nossas consciências.
(como se alguém tivesse alguma vez
levantado o dedo do ralhete ao ser humano este).
Em Abril
vai ser o 25 de
e eu pensarei aquilo que pensamos todos sempre.
Viva a (avenida da) liberdade.
Em Maio
vou andar de t-shirt e pensar:
como era bom o calor directo na pele,
há meses que o não sentia.
Em Junho
vou começar a gostar um bocadinho menos de Lisboa
e a culpa não é dela
é de eu gostar de a ver com pessoas
e não gostar de a ver com pouca gente.
Em Julho
vou pensar
azul.
Em Agosto
vou pensar
laranja.
Em Setembro vai tudo voltar
e vai haver tanta promessa no ar
e
eu vou pensar como sempre pensei
que Setembro é mês mais característico do ano.
Em Outubro
vou começar a pensar naquilo do frigorífico
ou pensar "que calor que ainda faz, nem parece Outubro".
Em Novembro
vou esperar até ao fim do mês que chegue a bolsa de dois meses e pensar...
ah, eu sei o que vou pensar!!!!
Em Dezembro
vou pensar em luzinhas e em tantas outras coisinhas.
Vou-te dizer algo fundamentalEu amo como o ribeiro
Gosto de ti e não gosto
Corro p'ra ti em Janeiro
E seco sempre em Agosto
Até no tempo que duram, são parecidos. Um jogo de futebol e um filme são ambos entretenimento e uma hora e meia de entretenimento é bom para o ser humano. Menos que isso sabe a pouco, mais que isso cansa.
Para fazer um filme temos que entender o que é um filme. E é um bocado de tempo que alguém se dispõe a passar em frente a um ecrã para viver sentimentos e emoções. Não existem muitas formas de viver sentimentos sem ser da mesma forma que os vivemos na vida real: com história. As histórias são quase sempre vividas da mesma forma: “Eu e o que eu consigo ser no mundo”. Os melhores filmes têm o herói com o qual nos identificamos, o qual somos. Os melhores jogos são os que têm a nossa equipa, a equipa que somos nós.
1ª imagem: Esmeralda e a bola da Esperança
2ª imagem: Deco e Javad Nekounam (Irão) e a bola TeamgeistTM.

Não sei como se publicitam coisas. Por isso é que não vêm muitas pessoas a este blog. Mas para quem vem ficam aqui as primeiras imagens "públicas" do filme que quase de certeza se vai chamar "Carlos Alberto", mas pode muito bem vir a chamar-se qualquer outra coisa.
Como é que se escolhem as imagens para serem as primeiras aparições públicas de em filme que só tem 19.500 imagens no total? (13min. vezes 25 img/seg). As longas metragens costumam
ter cerca de 180.000 imagens no total.
As imagens mais bonitas devem ser guardadas para quem vê o filme? Mas tinha que escolher umas suficientemente boas para vos fazer querer ver o filme.
Não quero dar uma ideia errada do filme, por isso tenho que escolher "stills" que mostrem de que se trata, mas que também não sejam demasiadamente reveladores!
Há planos gerais que podiam servir, mas estes stills que aqui vos trago são de tão má qualidade que não aguentem mais que o tamanho mínimo e então tudo o que havia nos planos gerais iria ficar mesmo assim minúsculo e não se via nada.
Por isso são estas as imagens escolhidas. Por agora.