do privilégio de ver


Já falei aqui uma vez sobre a televisão e a realidade. De se poder ver coisas na televisão que não se podem ver na realidade, mesmo que se esteja ao pé delas. VER é um privilégio.

Desde há muito tempo que os castelos são construídos nos altos dos sítios. E, mesmo agora que perderam a sua função protectora, as pessoas vão lá acima para VER os arredores. E sobem a torres e compram casas com vista para aqui e para ali. O tamanho das janelas mostra a diferença entre um prédio de habitação social e de um de luxo.

Os bilhetes no teatro, futebol e outros espectáculos são, claro tanto mais baratos quanto pior se vê. E etecetera.

Assim era até aparecer o cinema e a televisão. Em que tudo é mostrado a toda a gente, do mesmo ponto de vista. Aliás: do MELHOR ponto de vista. O da câmara. E então as pessoas passaram a ver tudo: as emoções das princesas em grande plano, vistas de satélite, pisaram a Lua, desceram aos Oceanos, foram ao antigo Egipto, afundaram-se com o Titanic, viram mil maneiras de fazer amor, aprenderam a fumar e a beijar e tantas outras coisas.

Uma pessoa fica de tal forma habituada a essa democracia que não percebe como é que é possível só haver um Palácio da Pena. Ainda há muitas coisas que não podemos ver, nem mesmo num ecran. Com um ecran não se pode viver no Palácio da Pena, e é bem capaz de ser o melhor sítio do mundo para se estar. Com um ecran não veríamos a vista que se terá de lá.

Nada está democratizado, embora a câmara de filmar às vezes dê essa impressão. Mas não é mau. Afinal quase podemos ser todos um bocadinho kings of the world. Pelo menos podemos imaginar melhor como seria.

EM REDONDO!

Domingo 24 de Junho
no Centro Cultural do Redondo!
vinde... aos magotes!!

Redondo Escandinavo?


Procurei no google imagens a palavra Redondo.
















(e estas não são as únicas!!!)




Convido à contagem do número de fotos de neve que encontram na primeira página de resultados se procurarem por

Espécie de Humanos

Se olharmos para nós como um todo, as coisas sentem-se de outra maneira. Falo dos humanos enquanto espécie. Segundo sei, as espécies vivas, ao longo das suas gerações, estão em constante transformação, o que advém, principalmente, do meio ambiente onde estão e da sua forma de viver nele. Só como exemplo: os tibetanos estão mais aptos que nós para viver em altitude – mesmo que vivam ao nível do mar. A vida adapta-se às “contrariedades”, tornando-as banalidades.

Isto vem a propósito de um tema considerado fundamental: a saúde. Porque temos que comer isto e aquilo e fazer tal e coiso, se não…

De certeza que, há 150 mil anos, nenhuma pessoa queria, devia ou precisava de fazer jogging. Mas hoje em dia isso é necessário – é o que se diz. Porque os hábitos mudaram. Mas os hábitos já andam a mudar desde sempre. E isso é que nos tornou nestas criaturas que aqui vemos. A menos que queiramos a todo o custo continuar a ser iguais amanhã ao que somos hoje, não vale a pena preocupar-nos muito, porque o mundo há-de ir dar a algum lado, e não importa muito o que seja. O que se aplica em aqui é: “o que não mata, engorda”.

- trata-se de confiar plenamente na (e deixar o trabalho todo para a) chamada selecção natural -

É claro que isto é num sentido global, porque se quiserem ter as vossas egoïstices e serem super-saudáveis vocês mesmos, egoïstem-se praí, que também é fixe.


Esta placa foi posta na nave Pioneer 10, com uma mensagem desenhada para o caso da nave ser interceptada por extra-terrestres. Contém figuras de seres humanos nus e símbolos que tentam explicar a origem da nave. A nave descolou em 1972, continuou a enviar dados até 2005, nessa data encontrava-se à distância de 89,7 Unidades Astronómicas do Sol. Cada UA corresponde à distância Sol-Terra.

(o que segue é copy paste da wikipedia):
Physical properties:

Material: 6061 T6 gold-anodized aluminum
Width: 229 mm (9 inches)
Height: 152 mm (6 inches)
Thickness: 1.27 mm (0.05 inches)
Mean depth of
engraving: 0.381 mm (0.015 inches)
Weight: approx. 0.120 kilograms

VOLTOU


I feel at home whenever
the unknown surrounds me
I receive its embrace
aboard my floating house

Marôvas


A rodagem já foi.
Melhor era impossível.
O ti Zé Marôvas é o melhor.

a história foi desmistificada e contada como sendo verdadeira.
(ver comentários ao post Nesta Esquina)

um poema tão verdadeiro como qualquer outro

os feios procuram a beleza
os belos procuram a bondade
os bons procuram a loucura
os loucos encontram a eternidade

Arquitectos de casamentos


O primeiro plano do "querido Carlos Alberto" é de uma pequena noiva com um fundo feito pelo Calatrava (Estação do Oriente).

Em Valência, onde o Carlos Alberto foi este fim de semana, há montões de noivas a sério a serem fotografadas na Cidade das Artes e das Ciências, do Calatrava.

Há os fotógrafos de casamentos.
Podia haver mais arquitectos de casamentos.

Piadas, piadinhas e comédia















"O que eu gosto é dos filmes para rir." anónimo

Há uma profissão, a mais antiga do mundo, que é a de fazer rir as pessoas. Abençoada profissão é essa. Não é muito difícil provocar umas gargalhadas, mas não é nada fácil fazer das gargalhadas profissão. Ignorando à partida todos os que vivem de peidos, piadas ordinárias, racistas, machistas, e outras escatologices do género, já não nos sobram muitos humoristas. Se desses retirarmos ainda os que se resumem às piadas faladas ficamos na mão com um reduzidíssimo número de pessoas das melhores que existem no mundo. São os cómicos. Os verdadeiros.


Esses não se servem de esquemas, mas sim do seu sentido de humor. São os primeiros a rir. São de todas as pessoas do mundo, as mais inteligentes. É preciso sê-lo para fazer uma coisa para a qual não há explicação. O que é que faz rir as pessoas? A única resposta a isto é de La Palice: as coisas engraçadas. Ou se é engraçado ou não se é. O que faz com que seja uma profissão assaz complicada. Porque o que é engraçado à hora de almoço já não tem piada à hora de jantar. Tem piada uma vez, duas e depois chega. Todos nós já ouvimos isso quando repetimos um esquema que, normalmente nem sabemos como, funcionou uma vez.


Herman José é o nosso exemplo mais próximo e óbvio. Foi um cómico, hoje é um profissional da TV sem piada nenhuma. O que não lhe tira o mérito pelas gargalhadas de outros tempos - e as de agora quando voltamos a ver algumas das suas coisas. Mas os cómicos não costumam ficar para a história. Os seus feitos são retroactivos. Quem quer saber agora que o não sei quantos fez rir muito em 1487? Óptimo para quem se riu dele e óptimo para ele que fez rir os outros!


Com o aparecimento das imagens gravadas é claro que o caso muda de figura. Porque podemos ver o Buster Keaton e rir com ele. As glórias passadas são glórias eternamente presentes - quando o são, porque muitos cómicos do princípio do cinema não resistiram à passagem do tempo.


O mesmo se passa com outros actores, os das tragédias e dos filmes nem sim nem sopas. Mas o que é interessante é que a comédia é o mais popular dos géneros, o que chama mais gente aos espectáculos (e à tv e ao cinema) e por isso é de todos os géneros, o que mais directamente pode reflectir a vida das pessoas e fazê-las pensar em si próprias. No seu ridículo. Mas de uma forma que não magoa ninguém. Nem deprime. Faz rir. A rir, o mundo pula e avança.


Nestes dias que correm, os cómicos portugueses que vingam são os 4 ali de cima. 4 génios que ficam, pelo menos, para a história da televisão. Por enquanto, assistimos à idade de ouro dos gatos fedorentos. Isto pode continuar ou pode mudar. Mas o que interessa é que o país se ri, pula e avança. Agora, que é sempre a altura em que isso faz mais falta.




Leilão de Sonhos


Ao longo deste blog - não fiz nenhuma promessa - tinha mais ou menos assente que não ia andar a comentar coisas dos jornais, da televisão, da internet - da actualidade enfim! Não que não me apeteça - a todos apetece - mas porque (obviamente) muitos o fazem. E porque a actualidade é a primeira a ficar fora de moda.
Mas desta vez abro excepção. Porque há coisas muito boas na internet - a nossa iguariavisual é aliás prova disso (mas com classe).
Quem quiser uma experiência de sonho, faça o favor de licitar. O Paulo Pires, claro, vai receber por esta experiência do inferno. Mas estará a sorrir, quando for passear os cães dessa vez. A sorrir e bem-disposto. Porque essas coisas pagam-se e compram-se.
E vendem-se.
E, principalmente... fotografam-se!!!!
Experiências de sonho......

Nesta esquina


Na estrada que liga Lisboa a Espanha, há uma loja pequenina.
Poucos passam na estrada sem a ver.
Poucos que passam por ela entram lá dentro.
Mas só um fica para ver os outros passar:
o Sr. José Marôvas, que é o dono da loja.
E nós vamos fazer um filme sobre isso.

Filmar é Aspirar


uma câmara é um aspirador de imagens.
um aspirador é uma câmara de armazenar pó.

O drama da assembleia


Queres entrar na assembleia da república e todos parecem levar tudo muito a sério: muita segurança, nada nos bolsos (só o BI!), detector de metais e polícias que apitam sempre que passam no detector de metais... Sobes umas escadas que te levam aos camarotes onde és público e não podes vaiar, nem principalmente aplaudir. Nem sequer te podes debruçar ou, ai ai, pôr os pés entre os pilarzinhos da balaustrada. Se lhes atirares com qualquer coisa (só se for o BI, ou um sapato, umas cuecas, a roupa toda, tu próprio!) tens direito a 3 anos de prisão. Aí percebes que não és tu o “público-alvo” daquele espectáculo, tu és apenas uma testemunha silenciosa. A acústica do sítio nem te permite seguir de perto todas as palavras proferidas pelos sagrados actores. O verdadeiro público são os microfones (ainda mais que as câmaras), os jornalistas estão presentes, num sítio especial só para eles e estão munidos de walkman, que até parece que estão a ouvir outra coisa qualquer e não o que está a acontecer naquela sala. Mas os das galerias, nós, não temos walkman, e quando parece que ouvimos a palavra democracia, era afinal tecnocracia...

O verdadeiro público, o que interessa, é o que está à frente da TV, ao lado do rádio, atrás do jornal. E digo isto como se não fossem os mesmos que vão assistir à AR! Mas estes são muito poucos, deputados estão lá para falar para as massas, sobre a gestão da massa e para ganhar muita massa. massocracia?

Quando olho, por decima da balaustrada, para aqueles actores, vestidos e penteados, engravatados, imagino a senhora que lhes lava a roupa e a passa a ferro. Não pelo lado comunista da coisa, mas pelo lado dramático. Interessamo-nos pelas coisas pelo seu dramatismo e é por isso que nos interessa a assembleia da república. –sim porque a AR em si não tem interesse nenhum!- Se não fosse a ideia/ilusão/crença que o que ali se faz é o que mais influencia os nossos destinos e se não fosse por todo o país pagar àqueles artistas para representarem o seu papel, e, sobretudo, levarem-no a sério, aquele era um espectáculo sem sucesso. Porque o que dizem é chato. Contudo, são excelentes actores (uns mais que outros), porque se o não fossem não conseguiríamos aguentar aqueles longos monólogos, ainda que moderados por uma máquina que conta os tempos pelo presidente. Monólogos daquele tamanho, não digo no teatro, mas no cinema eram vaiados. Só por causa do tamanho, logo, ainda antes do conteúdo. Eram vaiados. Portanto eles são mesmo excelentes actores – ou então o público é mais exigente no cinema do que na assembleia. Talvez porque sabe/acredita/acha que o que se passa no cinema não influencia em nada os nossos destinos.

E o amor/dedicação/paciência da senhora que passa as roupas do doutor a ferro? Não influencia o destino de ninguém? Pelo menos acho que é para isso que lhe pagam.

http://ilhascook.blogspot.com/

a partir de agora, para se ir aos melhores blogues do mundo basta recordar o seguinte endereço:





2007, desejos e pensamentos

Em Janeiro abrirei
o frigorífico
e pensarei:
assim é ser-se humano
tá tanto frio lá fora
e cá dentro gastamos energia
para ter o que há de borla no exterior.

Em Fevereiro
verei as arvorinhas a despontar botõezinhos
e pensarei:
que bonito é começar, sempre começar.

Em Março Marçagão
vai ser o dia da árvore
e eu pensarei:
tantos folhetos e cartazes para salvar árvores
assim as matamos para limpar as nossas consciências.
(como se alguém tivesse alguma vez
levantado o dedo do ralhete ao ser humano este).

Em Abril
vai ser o 25 de
e eu pensarei aquilo que pensamos todos sempre.
Viva a (avenida da) liberdade.

Em Maio
vou andar de t-shirt e pensar:
como era bom o calor directo na pele,
há meses que o não sentia.

Em Junho
vou começar a gostar um bocadinho menos de Lisboa
e a culpa não é dela
é de eu gostar de a ver com pessoas
e não gostar de a ver com pouca gente.

Em Julho
vou pensar
azul.

Em Agosto
vou pensar
laranja.

Em Setembro vai tudo voltar
e vai haver tanta promessa no ar
e
eu vou pensar como sempre pensei
que Setembro é mês mais característico do ano.

Em Outubro
vou começar a pensar naquilo do frigorífico
ou pensar "que calor que ainda faz, nem parece Outubro".

Em Novembro
vou esperar até ao fim do mês que chegue a bolsa de dois meses e pensar...
ah, eu sei o que vou pensar!!!!

Em Dezembro
vou pensar em luzinhas e em tantas outras coisinhas.

Feliz Natal






feliz natal

às barbies
às donas das barbies
às bonecas das barbies
às mães das barbies
às filhas das barbies
feliz, feliz natal




Poema aos diferentes tipos de felizardos que existem no mundo


meninos ricos

gajos bons

tipos inteligentes

promessas do futebol

da economia

futuros presidentes

bons escritores e poetas

arquitectos e profetas

sabichões e bons atletas

eloquentes gargantas

pernas que correm bem

cineastas importantes

sacanas e filhos da mãe

aos honestos, desonestos

aos altos, aos baixos e aos gordos - e de todas as idades

-este poema é só para gajos-

eu digo-vos: felicidades

Poema Transcendental a Uma Jovem Gaja Virginal

Vou-te dizer algo fundamental
O mais perigoso é o Sexo Oral
Se ele o faz bem ou se ele o faz mal
Eu não sei, o pior será qual?
Se ele não presta, é um perfeito anormal
E já nada poderá ser igual
Mas se o fizer bem pode ser genial
E tu vais pensar que ele há-de ser O TAL
E isso filha, pode ser-te fatal.
*e já agora: feliz natal

No Outono as aves migram


as aves voam
vão a voar
veem a vista
no vento
tudo nelas tem a forma de um vê
cada uma é um vê
um grupo delas é um grande vê
e vão e vêm no vento
e voam e veem a vista

Uma nova quadra para "Ó Rama e ó que linda rama"

Eu amo como o ribeiro
Gosto de ti e não gosto
Corro p'ra ti em Janeiro
E seco sempre em Agosto

Estudos I



Médicos acham que os seus doentes deviam estar mortos

"Mas você já devia estar morto!" Esta é uma frase comum nas conversas médico-paciente. "O meu médico disse que com o meu nível de colesterol, eu devia estar morto". Estudos recentes nos hospitais portugueses revelam esta extraordinária notícia: ao medirem a diabetes ou o colesterol dos seus pacientes (entre outras coisas), os médicos não conseguem coibir-se de exprimir o seu desejo pela morte do paciente.


* estudo feito por aurorasardinha através de conversas várias, principalmente nas de cirscunstância

Que farei eu com esta fita?


Edison e Eastman com a câmara e a película, ambas de 35 mm.

Lisboa I

  • vi uma senhora a atravessar toda a avenida da república com um gato ao colo. o gato estava calmo. se eu fosse ao colo de alguém a atravessar a av. da república não estaria calma, ainda para mais sendo gato.
  • é fácil entender quais são os sítios onde os cães preferem fazer xixi. com o passar dos anos (décadas) fica preto. nunca notaram? eu nunca tinha notado. e contudo, vê-se muito bem. preto mesmo, preto escuro!
  • o mundial tirou a atenção às vacas.
  • há mais bandeiras que em 2004 (?) mas em menos sítios. parece-me...

O jogo de futebol, esse filme.

Até no tempo que duram, são parecidos. Um jogo de futebol e um filme são ambos entretenimento e uma hora e meia de entretenimento é bom para o ser humano. Menos que isso sabe a pouco, mais que isso cansa.

Nunca podemos esquecer que o ser humano tem caprichos e limites e que tudo o que é humano é feito à escala humana. Por isso é que filmes como “Drawing Restraint 9” são tão insuportáveis porque exigem o inumano de nós. Para fazer um filme temos que entender o que é um filme. E é um bocado de tempo que alguém se dispõe a passar em frente a um ecrã para viver sentimentos e emoções. Não existem muitas formas de viver sentimentos sem ser da mesma forma que os vivemos na vida real: com história. As histórias são quase sempre vividas da mesma forma: “Eu e o que eu consigo ser no mundo”. Os melhores filmes têm o herói com o qual nos identificamos, o qual somos. Os melhores jogos são os que têm a nossa equipa, a equipa que somos nós.

A gestão da atenção e das energia, o que faz o ritmo de um filme um bom ritmo é das tarefas mais sensíveis no processo de fazer um filme. É também o que nos faz ficar contentes com um jogo de futebol. A receita base não é complicada, utilizamo-la para tudo, até no sexo. Se começarmos de forma branda e formos aquecendo gradualmente até um ponto máximo (clímax) e nos despedirmos de forma grandiosa está o sucesso garantido. Mas isto é só a base, as variações no interior da base são múltiplas, é só preciso criatividade e sensibilidade.

Grandes histórias são as que nos deixam impacientes por saber o final e isso só pode acontecer enquanto ainda esperamos que no final pode acontecer qualquer coisa e só há uma coisa que nós queremos. E essa coisa é sempre ganhar. No futebol isso é mais óbvio, mas mesmo nos filmes não deixa de ser verdade, ainda que às vezes para ganhar mais seja preciso perder. O Romeu e a Julieta ganham muito mais morrendo do que ganhariam ficando juntos e vivos. Por isso é que os grandes jogos de futebol não são aqueles em que a nossa equipa é esmagadoramente vitoriosa do princípio ao fim do jogo, mas antes aqueles em que temos que lutar sempre até ao fim. Esses vale sempre a pena ver, de olhos colados no ecran.

As pessoas não vêm tanto futebol quanto vêm filmes? Quando vêem filmes, as pessoas já sabem que “aquilo é tudo mentira”. Mas no futebol, que não é menos mentiroso que o cinema, ainda há muito quem acredite. E isso é tão poético, que me comove. Gostava muito que se vissem filme com tanta emoção com que se vê o futebol. Eu vejo filmes com muito mais emoção que jogos de futebol, mas nunca saltei a gritar dentro de um cinema. Porque apesar de tudo, há sempre coisas mais fortes que nós, na vida. J Ganhar-lhes seria um jogo, um filme.

Esperemos que este filme em episódios do mundial acabe bem.

1ª imagem: Esmeralda e a bola da Esperança
2ª imagem: Deco e Javad Nekounam (Irão) e a bola TeamgeistTM.

A Esmeralda e o Carlos







Não sei como se publicitam coisas. Por isso é que não vêm muitas pessoas a este blog. Mas para quem vem ficam aqui as primeiras imagens "públicas" do filme que quase de certeza se vai chamar "Carlos Alberto", mas pode muito bem vir a chamar-se qualquer outra coisa.




Como é que se escolhem as imagens para serem as primeiras aparições públicas de em filme que só tem 19.500 imagens no total? (13min. vezes 25 img/seg). As longas metragens costumam
ter cerca de 180.000 imagens no total.

As imagens mais bonitas devem ser guardadas para quem vê o filme? Mas tinha que escolher umas suficientemente boas para vos fazer querer ver o filme.

Não quero dar uma ideia errada do filme, por isso tenho que escolher "stills" que mostrem de que se trata, mas que também não sejam demasiadamente reveladores!

Há planos gerais que podiam servir, mas estes stills que aqui vos trago são de tão má qualidade que não aguentem mais que o tamanho mínimo e então tudo o que havia nos planos gerais iria ficar mesmo assim minúsculo e não se via nada.

Por isso são estas as imagens escolhidas. Por agora.

O Ócio II



O Ócio, se fecundo, é aceitável?

E o não fazer nada, por não fazer nada? Mas rigorosamente nada?

É inaceitável? Ou simplesmente impossível?

Estar a fazer rigorosamente nada, só depois de muito trabalho. Que os digam os monges budistas, treinados na meditação, no não pensar.

I'm softly walking on air

Tenho a capacidade de conseguir perceber tudo ao contrário.
Especialmente as letras das músicas, e se forem em estrangeiro, então!

A Björk canta assim:

"I'm softly walking on earth
Half way to heaven from here
uuuuuuuuuuh uh"

eu sempre ouvi, até vir ver à net a letra da música:

"I'm softly walking on air
Half way to have not frontiers
uuuuuuuuuuh uh"

e gosto muito das duas "versões"
mas sinto-me mais vezes como na "minha versão", mesmo que em inglês as coisas não se digam assim.


I'm feeling like that right now, baby!

Outros Campos Redondos

Ócio?
























Podem ir, no google maps, a todas as cidades portuguesas e espanholas - e a Roma!!, à procura do círculozinho. O campo redondo, pequeno ou grande. O campo da glória, o campo da vergonha. O ex-estádio, a passerelle à antiga. O divertimento. O circo. O pão e o circo.

A praça de touros.




1. Campo Pequeno, Lisboa, Portugal
2. Plaza de Los Califas, Córdoba, España
3. Coliseu Romano, Roma, Itália

O Ócio I



A Ciência e a Cidade - Debates
Fundação Calouste Gulbenkian
24 de Maio de 2006 (Quarta-Feira)
Auditório 2 - 18h
O Ócio
Fernando Catarino
Jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Evite o contacto

No Saldanha, vi uma senhora com uma menina a mexer nas vacas. A MEXER. Fiquei curiosa, porque as vacas dizem para a gente evitar o contacto e aquela senhora e menina tinham todo o ar menos o de quem quer desrespeitar autoridades. E não é que as vacas fossem daquele tipo em que é especialmente bom mexer. Mas quando me aproximei vi que a menina era cega.

A senhora estava a guiar a menina pelas vacas, a menina mexia, a senhora explicava-lhe as cores, o nome, quem tinha feito e etc. E acabava sempre a dizer: "muito gira".

Gostava muito de ver as vacas que a menina estava a ver. Aquela frase final: "muito gira", devia ajudar imenso. Ela devia desenhar umas vacas mesmo giras lá na cabeça dela.

Aos cegos, deve-se dizer quando uma coisa é feia? Ou devia-se tirar partido da capacidade que têm (não ver coisas feias)? Mas ganha-se alguma coisa em se imaginar tudo bonito? Aliás, será isso possível?

Fazia as mesmas perguntas em relação à arte, se eu quisesse, se nunca ninguém o tivesse feito. Se não tivesse que ir fazer um trabalho sobre o Bergman. Bom-Dia!!




Evitar o contacto com a obra é melhor do que não mexer.

Más notícias








O Campo Pequeno, que fica aqui a 200 metros, vai passar a ter uma actividade diferente.
O elevador do meu prédio já não vai mais ser o mesmo.
Isso chateia-me muito muito mais do que não ter dinheiro nenhum.

















Custa-me mais o centro comercial, a estúpida entrada e o elevador do que qualquer tourada.

Foi ontem a cerimónia oficial de abertura. Vi um bocadinho na TV (liguei-a porque ia ver um filme do Bergman, em video). Que mega-produção! Eu nem sabia o que era. Mas depois vi que no fundo atrás dos dançarinos estava desenhado o.... Campo Pequeno (!) visto do lado de fora! uau
Depois tocaram o hino e toda a gente se levantou e cantou, mas não cantaram muito alto, porque eu fui à janela ver se ouvia e não ouvi nada.

Faz-me muita impressão ver uma coisa na TV que está a acontecer a 200 metros de mim e não posso ver ao vivo. É que ainda compreendo que as pessoas do campo tenham que usar a TV para ver coisas que estão longe. Mas estar num sítio e ficar à frente da TV a ver um acontecimento que está a acontecer no mesmo sítio não me cabe na cabeça. É o mesmo do que tar a ler um livro a 10 metros com binóculos.





































O elevador do meu prédio era dos que tinham grade em cruz diagonal, agora vai ter portas cinzentas, com uma tira de vidro fosco do lado.


Despeço-me com esta imagem. Até... à... próxima.

É desta que eu tenho um blog como deve ser.

























Desta é que é. Hoje é domingo e o tempo está assim como o outro. Quem fosse cego e caísse de pára-quedas aqui no quarto e ouvisse o que se passava pensava que estava no campo. Exceptuando o teclar só se ouve um cão e muitos pássaros. Um carro de vez em quando. Um avião de vez em quando! Mas eu estou em Lisboa! Em Lisboa Lisboa, não é em Loures ou isso! Aqui no centro! A 100 metros da Av. da República! É domingo, ao domingo não se faz barulho.

Quem vem do Saldanha pela Avenida da República afora até ao Campo Grande e continua vagamente no mesmo sentido há-de ir dar a uma Alameda chamada "Alameda das Linhas de Torres". É um nome que é difícil de dizer, porque não é "Alameda da Linha das Torres", nem "Alameda de Linhas das Torres" nem nada. É "Alameda das Linhas de Torres".

Sempre tinha achado que para além de feia, a Alameda tinha um nome que não lembrava a ninguém. E não lembra. Como a Alameda até tem uns prédios altos - umas torres - e está toda mal arranjada, como se fosse uma alameda temporária, parecia-me que o nome também devia ser algo de temporário.

Mas hoje andava à procura de saber quanta gente é que habita naqueles prédios ali da Portela e fui ao site da Câmara Municipal de Loures e encontrei, sem querer, informação a respeito do que eram as Linhas de Torres.

Parece que as linhas de Torres (Vedras) foram criadas por volta das Invasões Francesas, com medo de ataques. Criaram-se 4 linhas de Torres e fortificações (3 a norte de Lisboa) e uma a sul, em Almada.

Acho que agora já gosto mais do nome, e talvez em breve venha a gostar mais da Alameda.

p.s. - Como não sei quem é o Almirante Reis gostava que essa grande avenida que vai do Martim Moniz ao Areeiro se chamasse Salgueiro Maia.

Linkografia:

Sobre a Portela:
http://www.amportela.pt/

Sobre as Linhas de Torres:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_de_Torres_Vedras
http://www.cm-loures.pt/m_FactosHistoricos5.asp

Sobre os nomes das ruas no concelho de Lisboa:
http://www.cm-lisboa.pt/?id_categoria=96




Brasão da Portela
Área:
0,95Km2
População:
15441 Hab.















Portela















Igreja da Portela















Rua da Regueira, Alfama

"Pintada directamente nas fachadas dos prédios, a preto com letras brancas, ou em azulejo clássico, para os arruamentos de bairros típicos da capital, como Alfama e Castelo."